A ansiedade que te afeta, também te protege

Atualizado: 27 de ago.

A sensação desagradável e vaga de apreensão, muitas vezes acompanhada de aperto no peito, palpitações, inquietação é uma resposta automática para te prevenir de uma situação incomum.


Porém, diferente do medo esta sensação é sobre algo que não é ameaçador.

A ansiedade é um sinal de alerta; indica um perigo iminente e capacita a pessoa a tomar medidas para lidar com a ameaça. O medo é um sinal de alerta semelhante, mas deve ser diferenciado da ansiedade. Ele é uma resposta a uma ameaça conhecida, externa, definida ou não conflituosa; a ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou conflituosa. O peso da independência traz também o peso do perfeccionismo. A trajetória te levou a se responsabilizar por tudo e a não confiar na capacidade do outro.

O peso da ansiedade


A ansiedade impacta como um fator estressante quando você já está em desequilíbrio emocional. O estressor pode vir do ambiente externo ou interno, exemplo: você já fica ansiosa só de pensar em participar de uma reunião ou ter que falar com o seu chefe (fator externo) ou você já fica ansiosa só de pensar que quer largar a faculdade porque não gosta do curso ou do futuro previsto, mas não se sente segura para tomar a decisão.


A experiência da ansiedade apresenta dois componentes: a percepção das sensações fisiológicas (como palpitações e suor) e a percepção do estar nervoso ou assustado. Um sentimento de vergonha pode aumentar a ansiedade – “os outros perceberão que estou assustado”.


A maioria das pessoas fica atônita ao verificar que os outros não se dão conta de sua ansiedade ou, se o fazem, não apreciam sua intensidade. Além dos efeitos motores e viscerais, a ansiedade afeta o pensamento, a percepção e o aprendizado. Tende a produzir confusão e distorções da percepção, não apenas do tempo e do espaço, mas também das pessoas e dos significados dos acontecimentos.


Essas distorções podem interferir no aprendizado ao diminuir a concentração, reduzir a memória e perturbar a capacidade de fazer relações. Um aspecto importante das emoções é seu efeito sobre a atenção seletiva. Os indivíduos ansiosos ficam predispostos a selecionar certos aspectos de seu ambiente e subestimar outros em seu esforço para provar que se justifica considerar sua situação aterradora.


Se, de maneira equivocada, justificam seu medo, aumentam a ansiedade pela resposta seletiva e estabelecem um círculo vicioso de ansiedade, percepções distorcidas e ansiedade aumentada. Se, como alternativa, se tranquilizam por meio de pensamentos seletivos, a ansiedade apropriada pode ser reduzida, e eles podem deixar de tomar as precauções necessárias.


Os transtornos de ansiedade constituem um dos grupos mais comuns de doenças psiquiátricas. O Estudo Americano de Comorbidade (National Comorbidity Study) relatou que 1 em cada 4 pessoas satisfaz o critério diagnóstico de pelo menos um transtorno de ansiedade e que há uma taxa de prevalência em 12 meses de 17,7%. As mulheres (com prevalência durante a vida de 30,5%) têm mais probabilidade de ter um transtorno de ansiedade do que os homens (prevalência durante a vida de 19,2%).


Diante de tantos pontos impactantes o essencial é saber que há tratamento, em caso de sintomas leves a moderados é possível a redução da ansiedade em níveis regulares apenas com terapia, para níveis agudos é necessário o acompanhamento psiquiátrico e terapia.


Não deixe as coisas piorarem, comece hoje seu tratamento.


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Fonte: Compêndio de Psiquiatria Kaplan e Sadock 2017


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